Campanha publicitária polêmica: o que é permitido, o que pega mal e o que diz o CONAR

A cada nova campanha, marcas tentam chamar atenção, gerar conversa, viralizar. Mas quando a vontade de aparecer passa dos limites, o que era pra ser sucesso vira dor de cabeça.

Neste blog vamos falar sobre ética na publicidade, mostrar exemplos reais de campanhas polêmicas e trazer reflexões importantes para quem trabalha (ou contrata) comunicação. Afinal, sua marca pode e deve causar impacto, mas com responsabilidade.

O que é uma campanha polêmica?

Campanha polêmica é aquela que gera discussão pública intensa, seja por levantar temas delicados, usar imagens ofensivas, manipular dados ou simplesmente por se comunicar mal. Nem toda polêmica é negativa, algumas provocam reflexão e cumprem bem seu papel. Mas outras cruzam uma linha perigosa: a do desrespeito.

Quando o marketing ultrapassa o limite do respeito

A pressa por viralizar e o desejo de “ser diferente” muitas vezes atropelam o bom senso.
Mensagens com conotações negativas, preconceituosas ou enganosas não são só erros criativos: são falhas éticas que colocam a reputação da marca em risco.

Ética na publicidade: o que dizem os códigos e o CONAR

No Brasil, a publicidade é regida pelo Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária, mantido pelo CONAR. Entre os princípios básicos estão:

  • Respeito ao consumidor
  • Verdade nas informações
  • Responsabilidade social
  • Evitar preconceitos e estereótipos

Quando campanhas ferem esses princípios, o CONAR pode advertir, suspender ou até punir financeiramente as empresas responsáveis, além do cancelamento moral do público.

Impacto x responsabilidade: como encontrar equilíbrio?

Toda campanha quer gerar impacto. Mas o desafio é causar o impacto certo.
O limite entre criatividade e irresponsabilidade está em entender o contexto cultural, a diversidade do público e os riscos de interpretação.

O papel da agência e dos criativos diante de uma ideia polêmica

Agências não são só executoras. Elas têm responsabilidade estratégica, criativa e ética.
É papel do time de criação, planejamento, mídia e atendimento levantar questionamentos como:

  • Isso pode ser mal interpretado?
  • Estamos reforçando algum estereótipo?
  • Essa abordagem representa o que a marca acredita?

Cases que geraram discussão em 2025: acertos e erros

(sugestão: utilizar imagens das campanhas)

NotCo e os “Mamíferos”

A NotCo lançou uma campanha parodiando os clássicos “mamíferos” da Parmalat, com foco em defender os produtos vegetais. A resposta veio rápido: o CONAR suspendeu a veiculação após denúncia da Parmalat por uso indevido de referência. A NotCo respondeu com uma nota irônica.

DM9 / Consul e o uso polêmico de IA

A campanha premiada “Efficient Way to Pay” venceu o Grand Prix no Cannes Lions, mas foi questionada por uso de IA para alterar vozes e imagens. Após críticas, a DM9 assumiu falhas no processo e criou um comitê de ética interno.

American Eagle e Sydney Sweeney

A marca lançou uma campanha com o trocadilho “Great Jeans / Great Genes”, que foi interpretado como elitista e insensível. Internautas apontaram conotação racista e objetificação da atriz. A empresa precisou remover parte da campanha, enquanto a GAP conseguiu surfar no hype, ressignificando a narrativa com a girlband Katseye.

Checklist ético para criativos e agências

(sugestão: fazer uma tabela no wordpress)

✔ Essa campanha representa os valores da marca?
✔ Tem potencial ofensivo para algum grupo?
✔ Pode ser interpretada de forma dúbia?
✔ O conteúdo é verdadeiro e verificável?
✔ As pessoas envolvidas consentiram com a mensagem veiculada?
✔ Em caso de erro, estamos preparados para responder com responsabilidade?

Se alguma dessas perguntas gerar dúvida, volte uma casa. Reflita. Recrie.

Dá pra ousar, sim, mas com consciência

A publicidade pode e deve questionar, propor novas ideias, tensionar o status quo.
Mas também deve respeitar. Porque o impacto que vale a pena é aquele que transforma, não aquele que machuca.

Na Pop, a gente acredita em campanhas com intenção, contexto e responsabilidade.
Se você quer comunicar sem cair em armadilhas, a gente te ajuda a encontrar o equilíbrio entre criatividade e ética.

Está pensando em lançar uma campanha ousada?
Fale com a Pop.

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