Co-CEO da Pop e membro da diretoria do Sinapro-MG conta sobre como o mercado publicitário está se organizando para enfrentar a crise

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Nenhuma pandemia provocou um impacto econômico global do tamanho desta. Para a maioria do mercado, sobreviver no curto prazo é o principal objetivo. Mas um dia tudo isso vai passar e vamos voltar a nossa vida normal.

Mas a pergunta é, como as empresas estão reagindo a este “novo normal” e como as agências estão repensando a sua atuação com seus clientes e principalmente com os novos hábitos dos consumidores?

Nada, absolutamente nada, será como antes, mesmo depois que tudo passar. Tem muita gente falando que o COVID-19 acelerou o processo de transformação digital em 5 anos. Eu chutaria 10 anos. As empresas e agências estão refletindo, mais do que nunca, sobre como será os seus negócios nos próximos anos, se ele será sustentável, sobre a necessidade de repensar tudo, sendo mais presente na vida dos clientes.

Temos uma nova economia e também novos personagens para as marcas conversarem, com novos comportamentos e novas formas de consumir informação e mídia. Isso é o mais importante que precisamos saber. Muitas agências já estão se reinventando, entendendo o novo jeito de jogar e buscando por novas formas de se comunicar.

Existe uma frase do investidor em empresas de tecnologia David S. Rose que ficou famosa: “Qualquer companhia desenhada para ter sucesso no século XX está destinada a fracassar no século XXI”. Hoje, sem dúvidas, qualquer empresa desenhada para o mundo antes da pandemia encontrará dificuldades para sobreviver no mundo pós COVID-19 se insistir na mesma tecla.

Há alguns anos, estamos vivendo uma nova revolução industrial. Várias empresas estão morrendo por fazerem a mesma coisa corretamente, durante muito tempo. Cada vez mais, negócios, profissionais e líderes, que não conseguem fazer uma melhor leitura das mudanças, ficam pelo caminho. Exemplos não faltam: Kodak, Blackberry, Nokia, Abril, dentre diversas outras empresas perderam ou vem perdendo muito mercado.

Eu tenho conversado muito sobre este tema com vários empresários nos últimos anos, principalmente com os que possuem modelos mais tradicionais. Esta necessidade de disrupção sempre existiu, mas sempre foi jogada para o futuro. Agora, isso se tornou urgente, pois o medo do fracasso foi vivenciado, na prática, por todos que querem se manter vivos.

As agências também já sabem que é necessário mais humanização e empatia das marcas, entendendo as principais dores do mundo, e como elas podem ajudar a resolver. Mais importante que vender neste momento, é participar de forma efetiva e mostrar que a marca pode contribuir de alguma forma, que ela pode ser útil, tornando-se assim importante e relevante para o consumidor. O momento não é só da venda. As marcas precisam de alma. E quando esta reflexão acontece, nasce o seu propósito, a sua razão de ser, o motivo dela existir.

Sem dúvidas, os clientes que ainda não tinham um propósito claro, estão descobrindo, e acredito que as agências podem ajudar nisso, mostrando o caminho a seguir, atuando de forma consultiva. Este é o momento mais oportuno, pois é um momento de muitas análises. É ajudar o cliente mesmo a refletir: muito além do que eles fazem e como fazem, mas o porquê eles fazem, no que eles fazem de melhor e como podem ser úteis para o mundo, entregando algo além do que o produto e serviço. É ajudar o cliente no legado que ele deseja construir e como a sua marca deve se posicionar e ser percebida pelas próximas gerações.

As agências, num geral, principalmente as menores e as do interior do estado, precisam ter ambição, mas principalmente tomar muito cuidado com a inércia de um mercado local. Serão mais fortes as que conseguirem analisar rapidamente as ameaças para seus negócios e para o negócio de seus clientes, e em cima destas ameaças buscarem por novas oportunidades. É ter disposição para jogar tudo de cabeça pra baixo, se necessário.

É preciso vir de copo vazio para aprender. É necessário abraçar isso de frente. Tem muita empresa, profissionais e agências, principalmente as mais tradicionais, que já se sentiram obrigadas a entender esta nova jornada do consumidor, e antecipar este novo mindset em todas as pontas do negócio, com muita inovação, propósito e cultura forte. E isso é realmente estar pronto para este novo mundo e para nos mantermos vivos competindo nesta era chamada de Era Exponencial.

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