Ninguém aguenta ver só propaganda na internet

Já parou pra pensar quantas vezes você clicou para pular um anúncio ou sequer leu uma propaganda na internet?


Porque isso acontece com a gente e o que as marcas precisam entender para traçarem suas estratégias no ambiente digital?

A internet já é hoje, segundo o IBOPE, a segunda maior mídia em dois aspectos: onde as pessoas buscam por informação e a segunda maior mídia na divisão do bolo publicitário brasileiro, ou seja, do investimento em compra de mídia no Brasil, a maior fatia ainda vai para a TV e a segunda maior parte desta grana é investida na internet.

Se as pessoas buscam por informação na internet, elas não estão interessadas em ver anúncios, elas estão em busca de conteúdos e informações relevantes, algo que acrescente e faça alguma diferença em suas vidas.

Durante muito tempo, a gente chegava em casa do trabalho, sentava no sofá e ia assistir a novela. Nós éramos obrigados a assistir o que estava na programação, incluindo os programas e anúncios, sem opção de interação. Hoje isso não existe mais, na internet as pessoas agora têm poder de igual pra igual, se elas não gostam elas podem deixar de ver, interagir, compartilhar, comentar, reclamar, e deixar de seguir uma marca que ainda não entendeu este jogo.

No Spotify as pessoas pagam para se livrar dos anúncios. O Netflix só é o Netflix porquê não tem propaganda.

Eu vejo todos os dias marcas e agências errando na estratégia, simplesmente porque ainda não entenderam que aquela velha forma de fazer propaganda, onde era só fazer um belo filme publicitário pra ganhar um prêmio e enviar pra veicular na TV era suficiente. Isso não funciona no digital. A gente precisa entender e ter muito claro que o consumidor agora tem mais poder que as marcas, e que temos que conhecer a sua jornada e os seus hábitos para nos comunicarmos com ele.

Mas o que devemos fazer na prática?

A base inicial é entender que as marcas precisam ser relevantes para as pessoas. Não importa se o produto e o serviço é bom. Ninguém quer saber apenas disso na internet. As marcas precisam ajudar as pessoas a resolverem as suas dores e problemas, gerando conteúdo que acrescente algo em suas vidas além da propaganda. Precisam entender que existe uma jornada de relacionamento neste ambiente, e para cada etapa deste funil, é preciso ter uma ação. Existe o momento certo para gerar conteúdo, o momento certo para gerar relacionamento e o momento certo para vender. Nas redes sociais é preciso fazer um mix de editorias, mesclando marketing de conteúdo, conteúdos institucionais e comerciais. As pessoas vão engajar não somente porque um produto ou serviço é bom, e sim pela diferença que ele faz na vida delas.

Faz sentido pra você?
Chega de errar nesta estratégia. Ninguém aguenta ver só propaganda na internet.

Luís Gustavo Leão
Co-Founder e Co-CEO da Pop
@luisgustavoleao

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